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Bibliografia_1

Grof, S. :Psicologia do Futuro, lições das pesquisas modernas da consciência - Niterói, RJ : Heresis, 2000
Grof, S. :A aventura da autodescoberta. São Paulo : Summus,1997
Grof, S. :A mente holotrópica:novos conhecimentos sobre psicologia e pesquisa da consciência. Rio de Janeiro : Rocco, 1994
Grof, S. :Além do Cérebro: nascimento, morte e transcendência em psicoterapia. São Paulo: McGraw-Hill, 1987

Quem é / Who´s Stanislav Grof ?


Stanislav Grof

Stanislav Grof (nascido em 1931, Praga, antiga Tchecoslováquia) é um dos fundadores da teoria da Psicologia Transpessoal e um pioneiro pesquisador do uso de estados alterados de consciência com propósitos de cura, crescimento pessoal e insight.

 
Grof é particularmente conhecido por seus estudos iniciais com LSD e os seus efeitos na psique – o campo da psicoterapia psicodélica. Construiu um quadro teórico para a psicologia pré- e perinatal e psicologia transpessoal, onde as viagens com LSD e outras poderosas experiências emocionais foram mapeadas de acordo com experiências fetais e neonatais. Com o tempo, essa teoria desenvolveu-se para uma detalhada cartografia da psique profunda. Seguindo as proibições legais do uso do LSD nos anos 60, Grof descobriu que muitos desses estados de consciência podem ser explorados sem drogas, apenas usando certas técnicas de respiração em um ambiente seguro. Ele ainda realiza esse trabalho atualmente com o nome de Respiração Holotrópica.

 
Grof fez M.D. na Charles University em Praga, em 1957 e então concluiu seu Ph.D. em Medicina na Academia Tcheca de Ciências, em 1965, com treinamento em psicanálise freudiana, na época. Em 1967 foi convidado para o cargo de professor assistente na Universidade de Medicina Johns Hopkins, em Baltimore, EUA, e tornou-se Chefe de Pesquisas Psiquiátricas em Maryland, onde trabalhou com Walter Pahnke e Bill Richards, entre outros. Em 1973, Dr. Grof foi convidado para o Instituto Esalen em Big Sur, California, onde morou até 1987 como residente, desenvolvendo suas idéias.

 
Como fundador-presidente da Associação Internacional de Transpessoal (ITA) (fundada em 1977), tornou-se um distinto membro adjunto do Departamento de Filosofia, Cosmologia e Consciência, no Instituto de Estudos Integrais da Califórnia, posição que ocupa até hoje. O irmão de Grof, Paul Grof tem uma cadeira na Organização Mundial de Saúde, no comitê que avaliou o ecstasy. Stanislav ajudou Rick Doblin passar algumas informações sobre a droga para o seu irmão. Paul não aceitou a decisão do comitê em regular Ecstasy como uma droga tipo Schedule I dentro da Convenção de Substâncias Psicodélicas.



Bibliografia
-Realms Of The Human Unconscious: Observations From LSD Research (1975)
-The Human Encounter With Death (1977) with Joan Halifax
-LSD Psychotherapy (1980)
-Beyond Death: The Gates Of Consciousness (1981) with Christina Grof
-Ancient Wisdom And Modern Science (1984) Edited by Stanislav Grof
-Beyond the Brain: Birth, Death And Transcendence In Psychotherapy (1985)
-Human Survival And Consciousness Evolution (1988) Edited with Marjorie L. Valier
-The Adventure Of Self-Discovery: Dimensions of Consciousness And New Perspectives In Psychotherapy (1988)
-Spiritual Emergency: When Personal Transformation Becomes A Crisis (1989) Edited with Christina Grof
-The Stormy Search For The Self: A Guide To Personal Growth Through Transformative Crisis (1990) with Christina Grof
-The Holotropic Mind: The Three levels Of Human Consciousness And How They Shape Our Lives (1992) with Hal Zina Bennet
-Books Of The Dead: Manuels For Living And Dying (1993)
-The Thirst For Wholeness: Attachment, Addiction And The Spiritual Path (1994) by Christina Grof
-The Transpersonal Vision (1998) book and audio
-The Cosmic Game: Explorations Of The Frontiers Of Human Consciousness (1998)
-The Consciousness Revolution: A Transatlantic Dialogue (1999) with Peter Russell and Ervin Laszlo. Foreword by Ken Wilber
-Psychology Of The Future: Lessons From Modern Consciousness Research (2000)
Caterpillar Dreams (2004) with Melody Sullivan
-When The Impossible Happens: Adventures In Non-Ordinary Reality (2006)
-The Ultimate Journey: Consciousness And The Mystery Of Death (2006)

O que é Transpessoal?


Transpessoal é a quarta força da Psicologia. A primeira é o Behaviorismo, ou Comportamentalismo, a segunda é a Psicanálise e a terceira é o Humanismo, ou Existencialismo.

Leva em conta a dimensão espiritual, não no sentido religioso ou místico, e sim entendida como um aspecto intrínseco do ser-humano, uma necessidade humana básica de sentir-se parte do mundo, no aspecto mais ampliado possível. Está relacionada com o sentido da vida, da existência e da realidade.

O movimento transpessoal não se restringe à Psicologia. Busca aprofundar os conhecimentos científicos atuais, relacionados à física, neurologia, sociologia, etc. Na física podemos citar exemplos da física quântica. Na neurologia, novos modelos do cérebro e da consciência.

Fundamentalmente, procura aproximar conhecimentos, à primeira vista diferentes, mas que dizem respeito a níveis distintos e complementares de entendimento da realidade. Se olhados separadamente, não podem explicar a complexidade total da realidade, pois referem-se a um ponto restrito. Uma vez que a compreensão e o entendimento da realidade se dá a partir dos paradigmas, ou seja, mapas descritivos da realidade, é praticamente impossível haver uma única representação absolutamente fiel e precisa do real, sob o ponto de vista científico. Temos teorias e dogmas que abrangem o campo físico, biológico, o químico, o social, ético, psicológico e também o espiritual ou sagrado. O desejo de integrar todos os conhecimentos em uma única teoria ou abordagem remonta a história da humanidade e do conhecimento humano. Porém, isso mostra-se impossível, se cada teoria tentar excluir as outras teorias que não compartilham da mesma base científica. Nem todas as teorias possuem os mesmos métodos para "captura" de informações, validação das experiências, e para a criação de regras universais a partir da validação das experiências. 

Voltando à Psicologia Transpessoal, seu precursor foi Abraham Maslow, que estabeleceu teoricamente a hierarquia das necessidades, e incluiu a necessidade de auto-realização e as experiências de "pico" como motivações, além das necessidades básicas, de sobrevivência, de segurança e as psicológicas.

Carl Gustav Jung é considerado o outro pioneiro da Transpessoal, pois foi o primeiro que usou o conceito de Inconsciente Coletivo e de Arquétipos. Ambos servem de referência para alguns mapas da consciência, entre eles de Stanislav Grof.

Ken Wilber tem uma teoria ampla a respeito do espectro da consciência, categorizada em níveis hierárquicos, e lineares. Sua teoria pretende ir além da Transpessoal, e da Psicologia, intitulando-se Integral. Utiliza-se de conceitos de "fulcrum", que são etapas de diferenciação e individuação da consciência.

Stanislav Grof explorou os estados de consciência, e cunhou o nome "Matrizes Perinatais" para padrões experienciais, também considerados arquétipos, pois incluem um vasto campo de sensações, emoções e condições existenciais. As COEX podem ser entendidas como complexos, agrupamentos de fantasias combinadas com experiencias, que estao condensadas e unidas por uma mesma emoção ou sensação. As experiencias transpessoais fazem parte do Inconsciente Coletivo.

Mais uma característica da Transpessoal é um modo de ver o ser humano como multideterminado. Isso pode ser entendido tendo em conta que existem vários dominios da consciência (biografico, perinatal e transpessoal), sendo cada um deles interligados e não separados em hierarquias lineares.

Olhando além da teoria de Stanislav Grof, a Transpessoal compreende cada abordagem da Psicologia válida, onde cada uma delas pode ser encaixada num corpo teórico com várias dimensões, pois cada linha teórica explica um modo de funcionar, de um estado de consciência específico. Uma mesma pessoa pode ser vista e compreendida através de cada modelo psicológico, dependendo da fase da vida e do desenvolvimento existencial em que ela se encontra. Dessa forma, não se pode conceber abordagens mais verdadeiras ou menos verdadeiras, do que outras. A eficácia e a validade de todas as linhas da psicologia não deve ser colocada num modo comparativo, pois existem conceitos próprios a cada uma delas, que excluem quaisquer tentativas de equivalência.